sábado, 22 de março de 2008

Antagonismos


Esse mundo é antagônico, não?! Quando mais precisamos mudar nosso jeito de ser, acontece uma guinada na nossa vida na qual o que necessitamos mesmo é nos manter como somos, mesmo com o mundo dizendo o contrário.

Isso acontece porque ninguém nos entende como nós mesmos. E nem mesmo nos comunicando com os outros conseguimos fazer alguém nos entender. E mesmo que nos entendamos, como conseguiremos fazer aquilo que nos mesmos dissemos ser necessário?

Sentir saudades é importante? Sim. Mas e como gerenciar isso? E se as saudades forem tantas a ponto de você não querer deixá-las aumentar? Como fazer? Deixá-las crescer ou não?

Voltar a ser criança é importante? Sim. Mas e quanto isso deve ser feito? A alegria de uma criança nos faz mais felizes, mas a irresponsabilidade de sê-las nos traz consequências graves. Como fazer? Ser uma criança ou não? E em que medida sê-la?

Sao tantas dúvidas que nossas mentes se confundem no que pensar e no que ser. Sinto-me assim perante essas e tantas outras dúvidas. Porém, algumas coisas se encontram certas em minha mente, ao ponto de serem imutáveis, não importando a opinião alheia, seja ela de pessoas próximas e importantes ou não. São momentos de reflexão em que vemos vidas passar em nossos olhos, vidas passadas e vidas futuras. Escolhas que podem ou nao marcar a nossa existência para sempre.

Tantas dúvidas... Mas ao mesmo tempo tantas respostas... É só buscá-las e encontraremos, para isso, basta um pouco de inteligência, um pouco de sabedoria e um pouco de tempo...

terça-feira, 4 de março de 2008

Uma nova etapa


4 anos se passaram e uma certeza: a de que nada será como antes.

Foram 4 anos de muitas alegrias e também muito sofrimento. O que mais levo desse tempo foram os erros que cometi, tanto na vida pessoal quanto profissional. Hoje sei que a faculdade é uma época para crescermos no nosso interior de um modo que jamais poderíamos fazer em qualquer momento de nossas vidas.

Foram 4 anos de novas amizades, de cuidar das velhas amizades e de aprender a gerenciá-las, seja na proximidade ou, especialmente, na distância. E vejo que esse último caso se aproxima mais daquilo que deve seguir a minha vida. Ultimamente tenho que gerenciar muitas das relações interpessoais à distância e posso dizer como isso é difícil. Mas o momento em que aprendi como isso deveria ser feito foi quando estive na Índia, onde não tinha ninguém ao meu lado e ai pude perceber quem eram as pessoas que realmente se importavam comigo e que deveriam ser levadas em consideração no meu futuro.

Finalmente o mundo pra mim mudou, e pra melhor. Hoje sei de todos os erros que cometi, portanto, não em julgue pelos meus erros passados, mas sim se eu cometê-los novamente. Existem pessoas importantes demais ao meu lado e que não estou disposto a deixá-los ir embora da minha vida por nada, nada mesmo. Só de pensar em tê-los ao meu lado, apoiando-me e eu podendo apoiá-los, sinto um misto de alegria e satisfação. E, infelizmente, dos muitos amigos que tenho, são poucos que se enquadram nessa situação.

Sinto que tenho mais 1 ano e meio, no máximo 2 anos, pra tê-los ao meu lado. Daí, pretendo ir embora daqui e cumprir meu sonho profissional, provavelmente na Itália, mas com possibilidade de ser num outro país da Europa. Vai ser ai que vou colher os frutos de tudo que plantei nesses últimos 4 anos e nos futuros 1 e meio ou 2 anos. Quem será que vai me acompanhar nesse tempo fora, tanto pessoalmente quanto na memória? Ou será que ninguém estará comigo por lá? De uma coisa eu sei, não pretendo ficar sozinho na minha vida, leve o tempo que levar; existem pessoas importantes demais comigo pra não deixar isso acontecer...